segunda-feira, 23 de maio de 2011
Testemunho
muitas pessoas vem constantemente pedindo que eu dê meu Testemunho, como foi minha conversão a Religião Católica, como era minha vida antes e etc, como falar não é bem minha praia, vou pro que me resta, escrever! Faremos desse o Primeiro Testemunho do Blog, em breve mais Testemunhos.
Chamo-me Diego Luz, estou com 24 anos(não me chamem de velho!), e hoje faço parte da Religião Católica, da Família EJC. Profissionalmente, resumindo, estou lutando arduamente pra terminar logo o curso de Direito, e sou Vice-presidente da Federação Cearense de Xadrez.
Começo minha história há cerca de 11 anos atrás, quando começaram minhas desavenças familiares, coincidência ou não é a mesma época que começo a beber, pra ser sincero não sei se a bebida veio antes das brigas ou depois. Nesse período já me encontrava bem afastado da Igreja Católica, e meus pais ao contrário bem engajados. Aqui faço a primeira crítica em relação aos que se dizem engajados na Igreja, não adianta ser a pessoa mais perfeita na Igreja e em casa ser outra coisa, ou em casa não conseguir passar seus aprendizados da Igreja pros seus familiares.
Minha adolescência foi passando. Dos meus 15 aos 19 anos, posso dizer que a tônica foi uma só, farras, viagens loucas, sexo desregrado, muitas bebedeiras e por um período pequeno drogas.
Estava entrando na fase adulta, sem diálogo com meus pais, sem amor próprio, sem onde me apoiar. Largava meus estudos por viagens, deixei de fazer os vestibulares, no meu terceiro ano só fui a três meses de aula, e por não haver esse diálogo o poço era sempre cavado mais.
Por um momento de oxigênio limpo, por volta dos meus 19 pros 20 anos, passo em alguns concursos e começo uma fase como meu próprio pai chamou de: "experimenta". Essa é uma fase menos complicada em casa, mas não porque nossa relação familiar ficou melhor, mas sim porque ela praticamente deixara de existir. Como já disse meu pai, eu experimentei tudo, e larguei tudo. Empregos, concursos, faculdades. Importante relatar que nesse período procurei ajuda em outras religiões, que até conseguiam me deixar respirar, mas só por alguns instantes de lucidez.
Estava chegando agora aos meus 21 anos e completamente perdido na vida. Mas como nossos Pais são tudo em nossas vidas, verdadeiros anjos que nos amam incondicionalmente, apesar de brigas, decepções, são pessoas que sempre arrumam soluções e sempre querem o nosso melhor, eles me ofereceram que eu fizesse uma faculdade particular.
Comecei então a fazer o Curso de Direito na UNIFOR, no começo foram mil maravilhas. Estava apaixonado pelo curso, conheci várias pessoas diferentes, vários movimentos, mas apesar de tudo minha relação familiar ainda estava no buraco.
Não conseguia compreender como minha relação familiar era tão ruim. Mal conhecia meu irmão, mal conversava com meu Pai, e não tinha saco algum pra conversar com minha Mãe. Mas meus Pais me davam de tudo, pagavam minha faculdade, viagens, lazer, cursos, torneios e etc, e mesmo assim minha relação com Eles era péssima.
As farras ainda eram uma constante, comecei a largar a faculdade pra viajar, perdi um semestre na faculdade, porque saí pra um torneio de xadrez em João Pessoa/Pb e voltei três meses depois, reprovando por falta todas as cadeiras.
Achava-me uma Grande Decepção, não conseguia me controlar, não consegui dizer um simples bom dia aos meus pais, só queria viver em farras, e sabia que cada vez mais ia chegando ao fundo do poço, arrumei então uma solução: FUGIR.
Tinha que dar certo, era essa a única solução, vou morar em outro Estado, arrumo um emprego, continuo a estudar, simples e fácil. Mal sabia eu que nem sempre é simples, nunca é fácil.
A experiência e ir morar em outro Estado não durou muito, mas foi significativa. Lá percebi que não podia fugir dos meus problemas, que fugir dos meus pais era a coisa mais estúpida que eu tinha feito até o momento, e que eu continuava decepcionando-os largando todas as oportunidades. Voltei pra Fortaleza um tempo depois, e percebi que estava com depressão.
Esse foi o momento mais difícil da minha vida, estava realmente com uma Depressão Profunda, não queria fazer nada, meus pais, apesar de tudo, queriam que eu voltasse pra faculdade, me incentivavam. Mas eu passava quase 16 horas dormindo por dia, passava uma semana ou mais sem pisar o pé fora de casa.
Poucos sabem disso, e não gosto muito de falar, mas tentei até o suicídio, e se minha mãe não tivesse em casa teria se concretizado.
Estava realmente no fundo do poço, e não via saída, me sentia uma grande decepção e não queria mais viver, por isso só dormia.
Uns dias após dessa tentativa, minha mãe veio me fazer um convite, pra eu participar de um retiro, o EJC. Perguntei se ela era doida, que lá queria conversa com negócio de Igreja.
Pra ser sincero tinha um preconceito enorme com a Igreja Católica.
Mas mãe é mãe, e ela sabia como me convencer. Então fez uma proposta, iria ocorrer um torneio de xadrez em Salvador na Semana Santa(2010), ela me propôs que se eu fosse ao EJC, ela pagaria a viagem pra eu jogar esse torneio. Aceitei na hora! Pensei: ela paga pra eu ir, e eu só volto uns dois meses depois, e fujo desse EJC também, perfeito!
Fui então ao torneio, e como eu disse tentei não voltar, e aqui começo a falar de Deus, pois Ele é tão maravilhoso que fez com que eu voltasse, Ele queria que esse fosse o meu momento, estava na hora deu Conhecê-lo, então Ele não deixou que minhas tentativas de ficar em Salvador e ir pra outras cidades dessem certo, e olha que foram muitas viu, até só sobrar a volta pra casa.
Fui então ao EJC, fui na sexta e não queria voltar no sábado, comecei o sábado e queria ir embora no meio, cheguei no domingo e queria só dormir. Mas Deus já agindo, pedia pra que eu esperasse, seja num abraço mais apertado, seja em palavras ditas por alguém. Algo sempre marca, como diz a canção: "Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas". Esperei, e me entreguei.
Deus realmente agiu em meu Coração, estava tão tranquilo, renovado, foi sem sombras de dúvidas uma experiência incrivel que não posso me estender mais por conta do sigilo.
Posso dizer que realmente, me utilizando do tema desse ano, Deus mudou a minha vida, no EJC eu pude pela primeira vez dizer um Eu te amo pros meus pais,pude chorar todas as mágoas que estavam no meu coração, um choro de arrependimento que me deixou nas nuvens, pude perceber que meus problemas não eram nada diante do amor de Deus, e que Ele a partir dali estaria do meu lado todos os dias e que não estava antes porque eu não queria. Na segunda-feira pós encontro, eu não estava mais com depressão, estava renovado e doido pra fazer tudo!
Voltei pra faculdade e comecei a me renovar, e posso dizer com toda a certeza, que se estou feliz hoje e se as coisas estão dando certo, e todas as conquistas que faço devo tudo ao EJC, a minha família e a Deus acima de tudo.
Quando recebi o convite de fazer parte da equipe dirigente do EJC, achei uma loucura, mal tinha entrado e já iria ser dirigente, e também o tempo que me faltava, com a faculdade e etc, mas mesmo assim tinha que dar um jeito de aceitar, arrumar tempo onde não tinha, me dedicar a aquilo que havia me resgatado. Logo após eu aceitar me tornei Vice-presidente da FCX, tendo sempre o problema do tempo, mas uma conquista muito bacana. Que sempre, mais uma vez e sendo repetitivo, devo a Deus!
De vez em quando ainda caio, de vez em quando ainda penso em desistir, de vez em quando só quero dormir, a diferença agora é que Deus está em minha Vida e não deixa mais isso acontecer e quando caio ELE me levanta! Agora depende de mim querer continuar levantado, antes isso não era uma possibilidade.
Espero que Deus esteja agindo em suas vidas também, às vezes, ele só está esperando um chamado seu.
Você já conversou com Deus hoje? Chame-O!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Fim de Namoro, e agora?
Você já pensou nisso? De que você sente mais falta: da pessoa com quem você se relacionou ou do relacionamento em si? O que você acha de si mesmo hoje? Aquela pessoa que partiu, o que ela representava para você? Ela pode ter sido alguém que lhe mostrou o seu valor (e você passa a achar que só vale alguma coisa aos olhos dela). Quanta coisa você aprendeu com essa pessoa? Quanto você sofreu com essa relação, acreditando, buscando, se dedicando? Quanta coisa boa você descobriu em si mesmo, e que nem mesmo se dava conta? São tantas as coisas que precisamos avaliar no fim de um namoro!
O namoro acabou... Você já tentou de tudo, mas o vaso quebrou. Alguns ficam ainda tentando remendar... Não dá! É então necessário um tempo... Mas quem aceita? Busca-se desesperadamente alguma coisa que ocupe o lugar daquele relacionamento que terminou. Alguns caem na bebedeira, outros ficam desesperados por uma festa, e a maioria sai desesperada em busca de novos relacionamentos. E aí está um problema: Como se pode pensar em começar algo novo se ainda não foi assimilado aquilo que foi vivido anteriormente?
O grande sinal de que é necessário um tempo de solidão é exatamente a dificuldade que há em encarar o vazio deixado. Esse tempo de solidão é necessário para avaliar aquilo que foi fecundado durante o relacionamento anterior. É necessário também (pois, com certeza, quando se sai de um relacionamento assim, se sai muito machucado...) um tempo para que as feridas cicatrizem.
Quantas pessoas, a fim de sair da 'fossa' acabam se agarrando à primeira ilusão que surge? E quantos sofrem por isso? Quantos estragam a nova relação, comparando-a com a anterior (e isso só aumenta a saudade do que se foi), ou levando para o novo relacionamento todos os vícios que foram adquiridos? É preciso encarar. O namoro acabou; o vaso quebrou. É hora de transferir o líquido para um odre novo. Só Deus pode fazer um odre novo, e é Ele também quem o resgata, quem impede que o líquido (seus sonhos, esperanças, planos) escoe e se perca. E nesse odre novo é que você vai se derramar. Mas assim que a água é despejada, o que você vê? Turbulência. É essa a turbulência que você experimenta naquele primeiro momento. Mas se você espera um pouco, deixando aquela água aquietar-se, o que acontece quando você for olhá-la novamente? Você pode contemplar o seu reflexo!
Somente quando esperamos nossas inquietações se acalmarem é que temos condições de realmente entender o que foi trocado naquela relação; o que foi fecundado; o que foi doado... E se ficar sem aquela pessoa dói tanto, pare para pensar: O que você não consegue fazer sozinho? Qual o pensamento mais frequente agora que está só outra vez? O que você vale? Veja bem: Deus disse que não é bom o homem ficar só (cf. Gen 2,18). Mas a pior solidão talvez seja aquela que se experimenta nas relações em que falta o amor. O amor a Deus sobre todas as coisas, o amor a si mesmo e o amor de um para com outro.
Muitas pessoas se engajam nesses namoros para disfarçar suas dificuldades sociais, familiares ou afetivas. É hora de deixar o amor de Deus falar mais alto e confiar na Palavra d'Ele, que criou, para o homem, uma ajuda que lhe seja adequada (cf. Gen 2,18).
Você que hoje vive a espera, confie na ação de Deus em sua vida e acredite que há uma pessoa adequada para você. Basta você viver de acordo com aquilo em que acredita e não em função das feridas acumuladas. Hoje já é tempo de você honrar, respeitar e dignificar a esposa, o esposo, os filhos que Deus tem para você. Confiar em Deus é viver essa esperança a cada dia.
Sugestão de leitura: "Homens e mulheres restaurados" do saudoso padre Léo.
Juventude buscai seus sonhos!
Pe. Léo Falando sobre Juventude Católica, namoro e outros assuntos, vale a pena conferir!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Meus pés estão doendo!!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O Caminho do Céu é estreito!
O Caminho do Céu é estreito,
Deus nos pede que enfretemos a vida, e a vida não é simples.
Nunca desista dos seus sonhos, corra a passos largos atrás deles,
Não esqueça de Deus, pois Ele te ama, e irá te apoiar sempre;
E principalmente irá te perdoar.
Então não desista nunca!
e Lembre-se escolham o caminho estreito...
No vídeo: Video clipe da música Se fosse mais fácil de Bruno Camurati.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Dê seu SIM [parte 2]
Vou aproveitar o post do Ítalo, que tão bem colocou os exemplos de SIM que foram dados ao Senhor, para falar desse SIM pela ótica de quem já trabalhou em EJC. Falarei, especialmente, pra galera que vai trabalhar pela primeira vez.
Vários sentimentos podem nos levar a dizer SIM. Podemos ir pelos amigos, pela curiosidade, por gratidão ao que vivemos no nosso EJC etc. E todos esses sentimentos têm importância.
Entre todos nós que já vivenciamos um EJC, ninguém é melhor que ninguém, no máximo, os mais antigos têm mais experiência. Então, não há nenhuma função que seja grande demais pra você. E não há função menor ou menos importante. O EJC só acontece se todos derem SIM ao que forem chamados.
Outra coisa que tem que ficar muito clara: NÓS ESTAREMOS PARTICIPANDO DE UM ENCONTRO COM CRISTO! Isso também vale pra quem está trabalhando. Esse encontro com Cristo não é só pra quem tá vivenciando o EJC. Todos nós temos a chance de reencontrá-Lo e pra alguns, será a hora de encontrá-Lo verdadeiramente. Isso mesmo, trabalhando nós temos a oportunidade de ter um encontro muito profundo com Deus.
Muitos de nós saímos muito empolgados do EJC e pensamos que realmente encontramos Cristo. Mas uma ou duas semanas depois, deixamos o mundo nos engolir de novo e voltamos a ter a mesma vida de antes daqueles 3 dias. Está chegando mais uma chance pra que possamos decidir quem queremos seguir.
Quando trabalhamos no EJC, várias características que norteiam o comportamento dos cristãos são colocadas à prova, como por exemplo: humildade, paciência, saber perdoar e amor ao próximo. E é nessa hora que todos aqueles sentimentos citados no 2º parágrafo desaparecem se o maior sentimento que nos guia não for a vontade de ser de Deus.
Vamos viver essa experiência! E digo sem medo: servir a Deus através do EJC é MUITO MAIS MASSA que fazer o EJC. Digam seu SIM e me cobrem depois.
“Não esqueço o que fez por mim, entregando sua vida em meu lugar. Nunca ninguém, Senhor, me amou de modo assim. Eu descobri: ao seu lado é meu lugar.“
Real em Mim – Rosa de Saron

